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17.10.2012

Salćo de momentos marcantes

Cinquentão, o Salão Internacional do Automóvel fará de São Paulo a capital mundial do carro pela 27ª vez. Exatamente daqui a uma semana, 180 marcas vão expor seus modelos para público esperado de 750 mil pessoas, mesma quantidade de espectadores da edição de 2010.

Tradicional, o evento se confunde com a história da indústria automobilística brasileira, estabelecida em 1956, com a fabricação do Romi-Isseta. Apenas quatro anos depois, lá estava o salão para servir de vitrine para 12 montadoras na primeira edição, sediada na Bienal do Ibirapuera. Wyllis, Simca e FNM foram os grandes destaques daquela primeira edição.

Quatro anos mais tarde, um certo modelo fez o público entrar em furor. "Há sempre evolução, mas revolução só com o Uirapuru". Por esta simples explicação do curador do Museu do Automóvel de Brasília (DF), Roberto Nasser, já é possível ter uma noção do poderio do modelo 4200 GT da Brasinca. "Ele chegou na época em que o salão simbolizava o orgulho de brasilidade, em que o País sorria. O Uirapuru mostrou que o Brasil era capaz de fazer, e fazer bem."

Também arrancaram olhares admirados dois modelos distintos. O Malzone, com cara de bonzinho, contrastava com o esportivo Capeta, que pelo nome já recebe características adequadas.

Sucesso mesmo em épocas conturbadas de ditadura militar, o salão chegou à década de 1970 em nova casa (Pavilhão de Exposições do Anhembi, onde é sediado até hoje), e impulsionado pelo milagre economico. O governo mais flexível de Ernesto Geisel acabou com os boatos de que a indústria automotiva seria proibida no País.

A instalação da Fiat na cidade mineira de Betim foi o grande acontecimento do momento. "Ela se instalou em um Estado sem indústria e tornou-se líder de mercado. A chegada do Fiat 147 representa muito mais do que apenas o lançamento de um carro", contextualizou Nasser.

O pequenino modelo italiano foi a cara do salão de 1976, em época em que cada feira era lembrada pelo lançamento de um determinado modelo. Um exemplo é o ‘Salão do Chevette", como ficou marcada a feira de 1974. "Foi a edição mais especial para mim. Entrei na GM em 1971 para participar da produção do modelo que acabou tendo volume de 1,6 milhão de vendas", enalteceu o vice-presidente da General Motors, Marcos Munhoz.

O Chevette fez companhia para Monza, Volkswagen Brasília e tantos outros no hall de destaques de um período especial para os consumidores brasileiros. No entanto, foram precedentes à época chamada de "década perdida". Com situação economica complicada, os anos 1980 foram complexos para montadoras, que não emplacaram grandes novidades.

A fim de resgatar dez anos de pouco impacto, veio a abertura para importações que colocou Porsche, Audi, Jaguar e diversos outras marcas que transpuseram a barreira da imaginação para o mundo real. "Houve também uma mudança de conceito da nossa indústria. Se antes víamos apenas pequenas mudanças em veículos já esgotados, a partir de 1990, as montadoras perceberam que podiam fazer mais", analisou Nasser.

De lá para cá, só ganhos. Carros conceito foram disseminados, além de correntes ecológicas formadas por modelos híbridos e elétricos. Em 2006, foram completados 50 anos da indústria automotiva brasileira. "Foi quando criamos o lema ‘paixão, emoção e evolução", que representa muito bem este evento", explicou o diretor da feira, Hércules Ricco.

"Tenho certeza que o próximo salão vai ser marcante. Haverá cobertura de imprensa internacional como nunca houve. Não quero parecer pretensioso, mas queremos que o evento chegue ao patamar de Genebra (Suíça), Frankfut (Alemanha), entre outros", anseia o executivo da GM Marcos Munhoz, que conclui que a última feira foi internacionalizada, mas a que está por vir será internacional.

Agora é a vez dos ecológicos

Modelos mais econômicos e com pensamento ecologicamente correto devem ditar o ritmo da 27ª edição do Salão de São Paulo, na visão do diretor do evento Hércules Ricco. "Muscles cars e os poderosos motores V8 devem dar espaço para modelos que visam melhorar nossa qualidade de vida", acredita. Novos exemplares com sistemas de propulsão híbrida e elétrica devem ser expostos.

Claro, o evento terá aqueles automóveis que fazem parte do imaginário popular. Ferrari, Maserati, Aston Martin, Bentley e tantas fabricantes de máquinas superesportivas estão confirmadas. No entanto, a briga acirrada está em torno de modelos mais acessíveis ao bolso do brasileiro.

Basta ver a General Motors apostando grande parte de suas fichas no lançamento do hatch Onix. "A intenção é que ele seja o mais vendido da nossa nova linha de 20 carros", aponta o vice-presidente da companhia, Marcos Munhoz.

Para os que curtem grandalhões, vale a pena ficar ligado na apresentação do utilitário Grand Blazer.

Já a Volkswagen faz uma volta ao passado em grande estilo e coloca a tradição de um de seus mais queridos modelos à prova com a exposição do novo Fusca.

Outra grande, a Ford visa aproximar do público seus lançamentos em seguimentos distintos. Ranger, EcoSport, Edge, além do Fusion de cara nova serão o foco da marca. "Vamos investis em interação também. O público receberá o bluecard, que quando autenticado em nosso estande, faz check-in imediato no Facebook já com foto ao lado de um de nossos carros", explica o gerente de marketing da Ford, Maurício Greco.

Para a Kia, uns dos destaques do último salão, a intenção é continuar o bom momento vivido pelas sul-coreanas. "Muitas marcas vieram a nosso estande para ver o que a gente estava fazendo. Isso mostra a importância que ganhamos", festejou o assessor da marca, Koichiro Matsuo.

Ou seja, vale a pena contar os dias para o início do Salão de São Paulo.

Grande ABC marcou época

De São Bernardo saiu uma das sensações da edição de 1968 do Salão do Automóvel. Ele atendia pelo nome de X-1. A nomenclatura simples não fazia jus à dinâmica do protótipo desenvolvido pelos alunos da FEI (Fundação Educacional Inaciana). Além de trafegar em superfície concreta, o veículo anfíbio circulava tranquilamente sobre a água.

"O FEI X-1 serviu para impulsionar a engenharia automobilística da década de 1960, no qual não tínhamos muitos profissionais especializados. Jovens da época como eu, se espelharam nesse projeto em suas formações", exaltou o professor de Engenharia Mecânica Automobilística, Ricardo Bock.

O anfíbio foi transportado do Grande ABC até a Capital causando empolgação pelas ruas onde passou. Na Bienal do Ibirapuera, chegou a ser conduzido pelo então prefeito paulistano, o brigadeiro Faria Lima, que era piloto de avião.

O modelo tinha peso de 380 kg e contava com e motor de 845 cm³ de 32 cv, provenientes do Wyllis Gordini. Na água, atingia 20 km/h, na terra, chegava a 150 km/h, guiados por câmbio de quatro marchas.

O professor Bock conclui que a construção do protótipo em três meses serviu para mostrar o potencial da indústria brasileira, que havia acabado de completar apenas 12 anos. "Era um modelo pelo menos 20 anos à frente de seu tempo".

Fonte: Diário do Grande ABC.

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